2ª Expedição: Ojos Del Salado (Chile) - 2008
Período: 03 de janeiro a 03 de fevereiro de 2008
Montanhas:
Montanhistas convidados para o Ojos del Salado - Expedição Tetos Andinos
A 2ª expedição do Projeto Sete Picos Andinos acontecerá em janeiro de 2008 e tem como objetivo principal a ascensão do vulcão Ojos del Salado, a montanha mais alta do Chile, com 6893 m. A equipe principal, formada por Marcelo, Acácia, André, Maduro e Maguinho irá se encontrar no dia 3 de janeiro em Buenos Aires, partindo para a cidade de Mendoza para o início da fase de aclimatação, que será realizada no Córdon del Plata, cadeia de montanhas localizada a cerca de 50 km desta cidade.
A opção pela aclimatação no Córdon del Plata foi escolhida por dois motivos: devido ao isolamento da região onde se localiza o Ojos del Salado e para que a equipe possa se encontrar, em Mendoza, com os outros dois montanhistas que irão integrar o grupo, o Carlão e o Márcio, que irão subir o Cerro Aconcagua em fins de dezembro e início de janeiro.
Escalar montanhas de quase 7000 m de altitude, como o Ojos del Salado, requer um processo de aclimatação rigoroso e bem planejado, para que o organismo possa se adaptar à falta de oxigênio. Tal processo consiste em uma ascensão gradual e constante, devendo prever alguns dias de descanso em uma determinada altitude antes de se partir para pontos mais elevados da rota a ser seguida. Também envolve subidas com retorno no mesmo dia, sem peso ou com mochilas cargueiras para transporte de equipamento, cujo objetivo é atingir uma altitude mais elevada, dormindo em acampamentos mais baixos. O segredo de uma boa aclimatação está na dosagem entre subidas e descidas. Não é recomendável subir rápido demais, mas também não se pode dividir a subida em muitas etapas, pois o desgaste do organismo aumenta a cada dia na montanha, principalmente em grandes altitudes.
Um bom processo de aclimatação para o Ojos del Salado implica em um cronograma mínimo de 10 dias de ascensão, antes do ataque ao cume. Localizada em um ponto isolado da região conhecida como Puna de Atacama, o acesso a esta montanha requer a utilização de um veículo 4x4 para se chegar até o acampamento base. Se a aclimatação fosse feita na própria montanha seria necessário alugar um 4x4 por um longo período, o que aumentaria os custos da expedição. Por isso a opção pelo Córdon del Plata: a equipe permanecerá cerca de 10 dias nesta cadeia de montanhas da Argentina, incluindo a escalada do Cerro El Plata, de 6000 m, para então partir para Copiapó, no norte do Chile, a cidade de apoio para quem deseja subir o Ojos e onde iremos pagar a permissão de escalada e preparar a logística. Nossa chegada nesta cidade está prevista para 16 de janeiro e os preparativos deverão ser bem rápidos, para mantermos nossa aclimatação prévia.
De Copiapó subiremos os Andes de 4x4 até a Laguna Verde, a 4300 m, onde permaneceremos por dois dias, antes de partimos para o acampamento base, a 5200 m. Este é o último ponto onde é possível chegar através de um veículo 4x4. Esta aparente facilidade pode se converter em uma experiência perigosa, caso não se esteja suficientemente aclimatado. Dormiremos três noites na base, para complementar nossa aclimatação. No segundo dia neste acampamento iremos fazer um transporte de equipamentos até o refúgio Tejos, localizado a quase 5900 m, voltando para dormir a 5200 m. Deixaremos, assim, nossa base de suprimentos preparada para o ataque ao cume. Após um dia de descanso subiremos novamente para o refúgio, desta vez para dormirmos lá, saindo em torno das 04:00 da madrugada seguinte para a ascensão final até o cume.
A expedição prevê, ainda, a escalada de duas outras montanhas: o vulcão Osorno (2652 m), no Chile, e a face sul do vulcão Lanin (3776 m), na Argentina. Estas serão ascensões técnicas, envolvendo escalada em gelo e travessia de glaciar, servindo como treinamento para as outras expedições do projeto. Esta etapa deverá ocorrer entre os dias 25/01 e 01/02, com o seguinte roteiro: de Copiapó iremos para Santiago para, então, partirmos para Puerto Montt, no sul do Chile e daí para Bariloche, na Argentina, onde prepararemos a logística para as duas últimas montanhas da expedição. O retorno para o Brasil está previsto para o dia 03 de fevereiro.