Altitude: 5007 m

Primeira ascensão:

  • Enrique Bourgoin, Márquez Molina e Domingo Pena - 1935
  • F. Weiss - 1936

    Rota escolhida: Normal
    Grau de dificuldade: AD/D

    Referências bibliográficas:

  • Guias:

    BIGGAR, John. The Andes: a guide for climbers. Scotland: BigR Publishing, 1999.

    LEIGHTY, Forest. Hiking and backpacking in the Venezuelan Andes. Danbury: Venezuelan Andes Press, 1992.

  • Pico Bolivar Venezuela

     

     

     

     

     

     

     

      A maior montanha da Venezuela está localizada na Sierra Nevada, próxima à cidade de Merida. Esta parte dos Andes é pouco conhecida e visitada, pelo menos por montanhistas brasileiros. Apesar de apresentar altitudes inferiores ao restante da cordilheira, possui grandes desníveis e uma incrível variedade de ecossistemas. As ascensões, muitas vezes, se iniciam em florestas tropicais, passando por regiões de páramo até atingir os glaciares nevados.
       É este o caso do Pico Bolívar, caso o acesso seja feito pela entrada do Parque Nacional Sierra Nevada, em Mucuy. São cerca de 2800 m de desnível até sua base em pelo menos dois dias de caminhada que parte de uma densa floresta, famosa entre os observadores de pássaros por sua variedade de espécies. Aos 4000 m de altitude chega-se a uma região de vegetação rasteira conhecida como páramo, passado por algumas lagoas e pela base do Pico Humboldt, o segundo mais alto da Venezuela, com 4942 m.
       O outro acesso ao Bolívar é feito através do teleférico que vai de Mérida até o Pico Espejo, a 4768 m. Este é considerado o maior teleférico do mundo, com um desnível de quase 3000 m. Apesar da comodidade, subir pelo teleférico requer uma aclimatação prévia, aumentando os riscos de problemas com a altitude. Do Pico Espejo chega-se à base do Bolívar, na Laguna Timoncitos, uns 200 m abaixo e cerca de uma hora de caminhada.
       Da Laguna Timoncitos ao cume do Bolívar são aproximadamente 400 m de desnível em uma escalada técnica envolvendo neve, rocha e, possivelmente, gelo na canaleta da primeira parte da ascensão. Ao longo da canaleta existem algumas chapeletas fixadas na rocha para o rapel da descida. Após a canaleta chega-se ao colo e à crista logo abaixo do cume principal. É necessário fazer uma travessia exposta pela crista até uma chaminé, onde uma escalada em rocha de grau III ou IV leva até o cume.